29 de dez de 2009

chicken, run, run!!

O cenário é uma fazenda no interior da Inglaterra. Lá, cercadas de arame farpado, vivem dezenas de galinhas. Todas trabalhando - sob pressão - na produção de ovos. Quem não atingir a cota mínima, corre o risco de virar jantar. Dentre as prisioneiras, destaca-se Ginger, uma galinha que sonha com a liberdade e que, apesar das tentativas fracassadas, está sempre arquitetando planos para fugir e conhecer o mundo. Até que encontra Rocky, um galo boa pinta que promete altos vôos, literalmente.

Este é o enredo da animação "A Fuga das Galinhas", de Nick Park e Peter Lord. Sucesso nas telas de cinema em 2000, o filme retrata o cotidiano de animais criados para o abatimento. Durante a projeção, o público torce para que Ginger finalmente alcance o seu objetivo. Na vida real, a história é diferente. Em todo o mundo, cerca de 22 bilhões de bois, vacas, porcos, perus e, inclusive, várias "Gingers" vivem confinados aguardando a vez de virar uma refeição. Mas ainda são poucos os que torcem por uma fuga em massa.

O filme é uma amostra do paradoxo existente na relação que temos com os animais. Ora considerados como membros da família, ora encarados como saborosos pratos.

Vejam o trailer.

4 comentários:

  1. Este é um filme que nos faz refletir bastante. E até mesmo mudar algumas atitudes em relação a forma que tratamos os animais, não apenas os domésticos, mas também os selvagens.

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  2. Mas note a classe com que a animação mostra a situação e note como alguns dos "protetores" de animais se "portam", os que fazem mais barulho...

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  3. Você está sugerindo que toda a carne que comemos venha da caça de animais silvestres?

    Você acha que você teria tempo de escrever essa blog ou mesmo fazer sua pós-graduação se você tivesse que sair todo dia para caçar?

    Eu acho que você não entendeu o filme...

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  4. Nunca tinha ouvido falar nesse filme, já o Highschool Musical faz o maior sucesso.
    Mais um exemplo da mídia controlando o que pensam as pessoas

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