18 de nov de 2010

um pouco do meu trabalho

Minha dissertação foi defendida e aprovada (ufa!) no dia 19 de outubro deste ano, na PUC-SP. Ela examina as campanhas em prol da proteção dos animais, de acordo com a análise dos contratos de comunicação de Patrick Charaudeau. Busca compreender como os emissores e os receptores dos textos são construídos a partir do que é veiculado na mídia, e quais estratégias têm sido empregadas para alterar a percepção do público em relação ao tema.

Geralmente, as entidades protetoras dos animais não dispõem de verbas para anúncios em mídias tradicionais. Assim, as chamadas mídias alternativas são amplamente empregadas. Entre elas, estão manifestações vistas como radicais: passeatas, boicotes e invasões a estabelecimentos públicos e privados. Essa é uma das estratégias mais utilizadas pelo PETA - People for the Ethical Treatment of Animals, maior grupo de proteção aos animais do mundo.

Para abordar o assunto, é utilizada a teoria de John Downing sobre mídias radicais. No trabalho também são analisadas campanhas publicitárias do PETA, assim como a repercussão de seus movimentos na imprensa brasileira de 2004 a 2009.

Os efeitos das campanhas são estudados a partir da semiótica peirceana, tendo como suporte as obras de Winfried Nöth, de Lúcia Santaella e do próprio Charles Sanders Peirce.

A relação do homem com os animais é analisada a partir de Keith Tomas, que fala sobre a história da domesticação. Para entender os princípios que regem os discursos dos ativistas são abordados textos de Peter Singer e Mary Warnock, que destacam ética, crença e ideologia.

O objetivo é avaliar se os trabalhos dos protetores dos animais para transformar discursos, por meio de campanhas de comunicação, são bem construídos.

O vídeo a seguir mostra um pouco das ideias e imagens que são analisadas no decorrer da dissertação.

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